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	<title>Viajar de Carona</title>
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	<description>Pois o horizonte nos espera</description>
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		<title>Por que viajar de carona</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2012 23:28:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael L. M.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Viajar de carona é algo sem dúvida mágico. É uma experiência inesquecível, riquíssima, que sem dúvida, independentemente do que acontecer com sua vida depois do final da viagem (se ela tiver um final, isto é, se você não cismar de continuar por aí, o que é sempre uma possibilidade), mudará você de uma forma por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Viajar de carona é algo sem dúvida mágico. É uma experiência inesquecível, riquíssima, que sem dúvida, independentemente do que acontecer com sua vida depois do final da viagem (se ela tiver um final, isto é, se você não cismar de continuar por aí, o que é sempre uma possibilidade), mudará você de uma forma por vezes óbvia, mas no mínimo sutil, porém nos dois casos com uma profundidade imensa.</p>
<p style="text-align: justify;">Viajar de carona é o correspondente atual no mundo ao que era a navegação na época das Grandes Navegações para as pessoas. Uma viagem em busca do mundo desconhecido, mas uma vez que não há territórios desconhecidos no planeta, viajar de carona propõe outra forma de descobrimento.</p>
<p style="text-align: justify;">E mais do que o clichê da &#8220;busca de si mesmo&#8221; (que no fim das contas também faz parte, e de fato você retorna conhecendo mais de você), o desconhecido explorado quando se viaja de carona é o mundo real, aquele que achamos que vemos no simulacro criado pela TV nesse mundo pós-moderno.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo que você não tenha saído da sua cidade, há na sua mente um conceito de mundo. E não falo de um conceito ideológico, mas uma figura, uma imagem, um mapa-mundi personalizado com suas referências de lugares bons e ruins, bonitos e feios, seguros e perigosos, lugares que você nunca visitou mas pelos quais acabou criando idéias pré-concebidas, boas ou ruins.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.flickr.com/photos/raphael_lm/5462833416/in/set-72157625743152842/"><img class="alignleft" src="http://farm6.staticflickr.com/5011/5462833416_1fccb17788_n.jpg" alt="" width="240" height="320" /></a> Viajar de carona é como passar a limpo esse mapa, é tirar suas próprias conclusões sobre aquilo que ouviu ou aprendeu, sobre algum lugar ser bonito, outro ser divertido, e se for de fato bonito poder comtemplar aquilo com todos os sentidos, sentir o cheiro das flores de jardins, caminhar pela cidade que viu em um filme, e mais importante, conhecer de verdade tais lugares, não apenas com uma perspectiva turística que no fim das contas não te mostra nada do lugar, só o lado que os departamentos de turismo de cada lugar desejam que você conheça.</p>
<p style="text-align: justify;">Conversar com pessoas de verdade, que lhe falarão sobre os lugares onde vivem, e &#8212; outra coisa mágica &#8212; rever sua vida e seus referenciais, valores e tudo mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma liberdade única em estar em um lugar distante do mapa, com sua mochila nas costas e sabendo que pode ir a qualquer lugar, simplesmente. É estar em uma estrada no meio do nada, esperando uma carona, e sentir o vento, ver a paisagem, saber que você está ali, livre, de verdade aproveitando sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">É acordar e sair para caronar sem saber de que forma aquele dia irá terminar, e sim, você pode acabar sem conseguir uma boa carona e ficando na beira da estrada em uma barraca, mas pode conhecer pessoas interessantes, terminar em um quarto confortável no seu destino ou terminar dormindo no sala de outra pessoa, fazendo novas amizades e tendo uma noite divertida.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que muita gente insistirá na idéia de que caronar é perigoso, uma loucura, mas essa concepção surgiu com a ajuda das desgraças que vemos na TV todos os dias, desgraças aliás que mantém canais no ar com programas apelativos cheios de publicidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Há muita gente de bom coração por aí, e tudo que precisamos fazer é dar a oportunidade para conhecê-las.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro, se você um dia pretende caronar, espero que tenha o bom senso de ser maior de idade, e tomar as medidas de segurança normais que tomaria no dia a dia da sua vida, mas há muito, muito mais chance de você conhecer grandes personagens e pessoas de bom coração do que você imagina.</p>
<p style="text-align: justify;">Basta ler esse blog e os outros blogs de carona que listei, para ver isso. E já já farei uma matéria com dicas para viajar de carona, então se você se animou, dê uma procurada na categoria &#8220;dicas e informações&#8221; que você encontrará lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Como diz uma música do Cat Stevens, &#8220;there&#8217;s so much left to know, and i&#8217;m on the road to find out&#8230;&#8221;</p>
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		<title>Livro: On The Road &#8211; Jack Kerouac</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 02:01:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael L. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<description><![CDATA[E está inaugurada a nova série de matérias do Viajar de Carona! Como disse umas matérias atrás, o blog entrou em uma nova fase agora que terminei a viagem (a primeira apenas, hehe), e continuarei postando, agora com a idéia principal, que era compartilhar informações sobre carona e viagens. Qualquer coisa leia o post onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">E está inaugurada a nova série de matérias do Viajar de Carona! Como disse umas matérias atrás, o blog entrou em uma nova fase agora que terminei a viagem (a primeira apenas, hehe), e continuarei postando, agora com a idéia principal, que era compartilhar informações sobre carona e viagens. Qualquer coisa leia o <a href="http://viajardecarona.com/viajar-de-carona-nova-fase/" target="_blank">post onde comentei isso</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">O post de hoje é sobre um livro que mudou muitas cabeças e fez história na literatura, publicado em 1957 e que até hoje mexe com todos que o lêem (e continuará mexendo, sobretudo a partir de 2012, já que será lançado enfim, depois de muitos anos, um filme sobre esse livro histórico).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>On The Road</strong>, mais do que um relato de viagem &#8212; viagens aliás, feitas por <strong>Jack Kerouac</strong> pelos Estados Unidos e parte do México &#8212; é um livro que influenciou gerações (além de definir inclusive a própria de certa forma, formada por Kerouac e amigos, escritores e agregados, a chamada &#8216;Beat Generation&#8217;).</p>
<p style="text-align: justify;">Eu particularmente já queria viajar de carona bem antes de conhecer Kerouac, mas o On The Road foi um dos primeiros livros que tratavam da viagem de carona que encontrei. Começando em Nova York e passando por vários lugares ao longo do livro, Kerouac inspirou muita gente na sua época e depois dela a fazer coisas semelhantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Da costa leste à oeste, passando por todo tipo de situação e conhecendo todo tipo de gente, além de se encontrar em diversos lugares com vários amigos beats, o livro além de fantástico, mexeu com a cabeça de muita gente, e continuará mexendo já que em 2012 sairá um filme, o primeiro filme, sobre o livro.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu poderia ficar aqui por horas citando casos de pessoas famosas que mudaram seus rumos depois do On The Road, falando do aspecto literário do livro e de como ele é bom, mas nada melhor do que ir lá e descobrir, então leia e depois comente o que achou!</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, a <a href="http://lpm.com.br/" target="_blank">L&amp;PM editores</a> tem a versão publicada inicialmente (a famosa), e ainda o manuscrito original, o livro como Kerouac o escreveu originalmente com os nomes reais das pessoas e mais outras coisas alteradas na versão famosa, edição que foi lançada há poucos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem dúvida você vai achar também na <a href="http://www.estantevirtual.com.br/" target="_blank">Estante Virtual</a> e em várias livrarias pela internet. Boa Leitura!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://viajardecarona.com/wp-content/uploads/2012/03/Viajar-de-Carona-Livros-On-The-Road-Jack-Kerouac.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-311" title="Viajar de Carona - Livros - On The Road - Jack Kerouac" src="http://viajardecarona.com/wp-content/uploads/2012/03/Viajar-de-Carona-Livros-On-The-Road-Jack-Kerouac.jpg" alt="" width="381" height="623" /></a></p>
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		<title>Viajar de Carona &#8211; Nova fase!</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 23:16:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael L. M.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Agora que o relato da minha viagem chegou ao fim, vai começar a nova fase do Viajar de Carona! A idéia é expandir o site, já que nunca foi minha intenção tornar isso só um blog sobre meu relato da viagem. Quero encher o blog de conteúdo sobre carona, pra trazer mais informação e conhecimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora que o relato da minha viagem chegou ao fim, vai começar a nova fase do Viajar de Carona!</p>
<p>A idéia é expandir o site, já que nunca foi minha intenção tornar isso só um blog sobre meu relato da viagem. Quero encher o blog de conteúdo sobre carona, pra trazer mais informação e conhecimento pra todo mundo que curte o tema, e infelizmente não acha muita coisa em português.</p>
<p>Em breve vou postar matérias sobre filmes, livros e todo tipo de conteúdo interessante sobre caronar. Além disso, como é algo que curto, vou colocar também todo tipo de livro ou filme que trate de relatos de viagens de todo tipo, desde que tenham algo de interessante pra acrescentar e sejam ao menos baseadas em <strong>viagens reais</strong>.</p>
<p>Sempre gostei bastante de filmes sobre viajantes de todo tipo, assim como modos de vida simples (mas nem por isso menos agradáveis e aprazíveis), mas tudo baseado em viagens verdadeiras ou diretamente relatos dessas viagens.</p>
<p>Com o viajar de carona, quero compartilhar todas as informações que for adquirindo, para que todo mundo possa conhecer e aproveitar tal conteúdo também.</p>
<p>É isso, até o próximo post!</p>
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		<title>Um vegano viajando de carona</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 22:26:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael L. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas e Informações]]></category>
		<category><![CDATA[carona]]></category>
		<category><![CDATA[veganismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem acompanhou o relato da viagem que fiz deve ter notado em algum momento que sou vegano. Para aqueles que não conhecem, o veganismo é um estilo de vida que exclui qualquer tipo de alimento de origem animal (todo tipo de carne, além de ovos, leite e derivados, bem como mel), além de não usar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quem acompanhou o relato da viagem</strong> que fiz deve ter notado em algum momento que sou <em>vegano</em>.</p>
<p>Para aqueles que não conhecem, o veganismo é um estilo de vida que exclui qualquer tipo de alimento de origem animal (todo tipo de carne, além de ovos, leite e derivados, bem como mel), além de não usar nada que venha de animais, nem financiar ou participar de qualquer forma de entretenimento ou atividade que tenha exploração animal (como rodeios, vaquejadas e coisas do tipo).</p>
<p>Para quem não conhece e olha de fora, parece algo difícil e complicado de se fazer já que nossa sociedade como um todo é permeada por alimentação e exploração animal de todas as formas, mas como você pode ter visto, viajei quase quatro meses, e em nenhum momento consumi alimentos de origem animal.</p>
<p>Em alguns momentos de fato fiquei sem muita opção de coisa pra comer na estrada, especialmente quando já estava dentro de algum caminhão de carona e não podia parar pra comprar nada, mas isso se deve totalmente à minha falta de organização nas poucas situações onde isso ocorreu, haha.</p>
<p>Porque simplesmente se planejando e organizando, não é difícil se alimentar sem produtos de origem animal mesmo viajando por meses.</p>
<p><strong>Se você não conhece o veganismo</strong>, não faz idéia do que é, e tem curiosidade, na parte &#8220;links interessantes&#8221; aqui do lado direito coloquei o link para um site chamado &#8220;<a href="http://www.sejavegano.com.br/" target="_blank">Seja Vegano</a>&#8220;, com informações para quem quer se tornar um vegano ou vegana, ou simplesmente conhecer mais sobre.</p>
<p>Como vocês puderam reparar, é possível viajar de carona ainda nos dias de hoje, e é possível ainda ser um caroneiro vegano. Foi bom fazer essa viagem não só pela viagem em si, mas também para mostrar às pessoas que pensam que veganismo é algo complicado demais, que é possível sim, caronar, sendo vegano. =)</p>
<p>Por fim, deixo um vídeo que está no &#8220;seja vegano&#8221;, o link que compartilhei. É um vídeo sem cenas fortes, e muito esclarecedor. Assista aí embaixo:</p>
<p><object width="480" height="360" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/eSWh9RLWpcg?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="480" height="360" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/eSWh9RLWpcg?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
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		<title>A volta para o Brasil</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 21:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael L. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relatos de Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>
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		<description><![CDATA[Chegando em Santiago liguei para Alejandro, o caminhoneiro que ia me dar uma carona de volta pro Brasil, mas aí tive uma ingrata surpresa: ele atendeu o celular já em Buenos Aires. Segundo ele, não conseguiu falar comigo e teve que viajar. Resumindo, estava sem carona de volta. Foi muito chato já que eu estava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Chegando em Santiago</strong> liguei para Alejandro, o caminhoneiro que ia me dar uma carona de volta pro Brasil, mas aí tive uma ingrata surpresa: ele atendeu o celular já em Buenos Aires. Segundo ele, não conseguiu falar comigo e teve que viajar. Resumindo, estava sem carona de volta.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi muito chato já que eu estava contando com essa carona pra voltar rapidamente pro Brasil, pois já tinha entrado no &#8220;clima de volta&#8221; ao conversar com a namorada e uns amigos no facebook e msn. Eu honestamente não queria ficar vários dias na estrada buscando caronas parciais rumo ao Brasil, já que gastaria mais grana que uma viagem direta, e demoraria bem mais.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 190px"><img src="http://farm6.staticflickr.com/5269/5600301405_a3226ba6da_m.jpg" alt="" width="180" height="240" /><p class="wp-caption-text">Os Andes.</p></div>
<p style="text-align: justify;"> Foi então que pensei no plano B. Eu desde que estava em Buenos Aires tinha pensado que seria muito interessante se eu passasse quase 4 meses na estrada e de repente voltasse de uma vez só, de avião (especialmente porque quase não havia voado). Imaginava que o efeito psicológico seria interessante, mas naqueles dias em Buenos Aires vi que não teria grana pra essa experiência.</p>
<p style="text-align: justify;">Só que desde que saí da fazenda perto de Mendoza e fui pro Chile, haviam depositado uma grana na minha conta, e vi que seria, junto com o que eu ainda tinha, o suficiente pra pegar um avião barato e ir de volta do Rio para o interior. Pesquisei passagens aéreas e achei uma bem barata, da Pluna, uma empresa uruguaia. Comprei uma passagem para quarta-feira, dia 6 de abril (2011), e nos dois dias que me sobravam andei um pouco por Santiago.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Me despedi</strong> apropriadamente de Xavier e Cara, que voltaram para Santiago um dia depois de mim, e fizemos uma espécie de &#8220;lanche&#8221; de despedida em uma lanchonete no centro. Eles ainda iriam continuar a volta ao mundo deles, indo no dia 6 para a Nova Zelândia, mesmo dia que eu iria pro Brasil. Curiosamente, eles iriam perder um dia pois sairiam na noite do dia 6 e chegariam na manhã do dia 8, já que cruzariam a linha imaginária no Pacífico que determina as datas, e assim ao invés de aterrissar dia 7, já seria dia 8.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://farm6.staticflickr.com/5227/5600896226_d0e86e42fb.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Neve no topo dos Andes (mais fotos no flickr).</p></div>
<p style="text-align: justify;">Comprei um presente pra namorada, um colar com uma pedra de lápis lazuli, que é encontrada principalmente no oriente médio (Afeganistão) e no Chile, ainda encontrei um brasileiro que estava procurando presentes para levar para a família e batemos um papo, e comprei uns chaveiros pra levar de presente, aliás presente típico de viajantes sem dinheiro, haha.</p>
<p style="text-align: justify;">Peguei o vôo (sim, com acento, que se dane a reforma ortográfica) e foi SENSACIONAL sobrevoar os Andes. Foi maravilhoso vê-lo de cima, e só então tive noção da sua dimensão. Tirei várias fotos depois que o avião alcançou a altura que deveria e vi a Argentina de cima, sem idéia de onde estava.</p>
<p style="text-align: justify;">Era divertido ver aquilo tudo lá de cima, as estradas no meio dos Andes, por onde havia passado uma semana antes, era dali do alto um fio de cabelo nas montanhas. Vi a vastidão das áreas isoladas na Argentina, com uma ou outra fazendinha ocasional salpicada pelo imenso vazio, e em poucas horas cheguei no Uruguai, onde o avião desceu e pegaria outro rumo ao Rio de Janeiro, enfim.</p>
<p style="text-align: justify;">Demorou um pouco e quase perdemos o vôo, eu e os outros que iriam pegar o mesmo, e lá fomos nós, dessa vez rumo ao Rio. Sentei próximo a um senhor simpático e conversamos um pouco. Foi surreal ver Porto Alegre de cima perfeitamente naquele dia de céu limpo, e vi os lugares onde estive.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://farm6.staticflickr.com/5267/5600352641_3f632c9bb0.jpg" alt="" width="500" height="345" /><p class="wp-caption-text">Floripa. Bem à esquerda, a ponte, minúscula. É possível ver também a lagoa, e quase toda a ilha.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cerca de vinte minutos depois</strong>, estávamos sobre Floripa, tirei muitas fotos, e depois novamente ao nos aproximarmos do Rio de Janeiro. Ilha Grande estava rodeada de &#8220;barquinhos&#8221;, que na verdade eram grandes navios, e coberta de nuvens. Enfim aterrissamos, e pela primeira vez em mais de dois meses meu celular tinha sinal novamente, e não era só um relógio de bolso grande.</p>
<p style="text-align: justify;">No mesmo dia fui pra serra, chegando de noite. Amanheci em Santiago, dormi no Brasil. De fato, o efeito psicológico foi curioso. Mas não pensava tanto nisso. A viagem tinha acabado e o fim trazia consigo pontos positivos e negativos. Agora era seguir em frente, e preparar para alguma distante próxima viagem.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 385px"><a href="http://www.flickr.com/photos/raphael_lm/5600949668/in/photostream"><img class=" " src="http://farm6.staticflickr.com/5144/5600949668_288f0f81b2.jpg" alt="" width="375" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Navios próximos à Ilha Grande (encoberta pelas nuvens).</p></div>
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		<title>Uma semana no Chile &#8211; parte 3</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 19:34:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael L. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relatos de Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>
		<category><![CDATA[Neruda]]></category>
		<category><![CDATA[relatos de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Valparaíso]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia seguinte eu fiquei sozinho no apartamento. Haveria um acampamento de despedida de um couchsurfer e eu havia sido convidado mas preferia ir ver os amigos e amigas que estavam em algum canto de Valparaíso. Aprendi com o host como pegar os ônibus dali, e depois de fazer um almoço onde comi o melhor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>No dia seguinte</strong> eu fiquei sozinho no apartamento. Haveria um acampamento de despedida de um couchsurfer e eu havia sido convidado mas preferia ir ver os amigos e amigas que estavam em algum canto de Valparaíso. Aprendi com o host como pegar os ônibus dali, e depois de fazer um almoço onde comi o melhor arroz da minha vida (um arroz com nozes, e não sei porque o alho que usei era sensacional), tomei banho e fui para Valparaíso.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 190px"><img src="http://farm6.staticflickr.com/5028/5593680596_805a5cb263_m.jpg" alt="" width="180" height="240" /><p class="wp-caption-text">Casas do &quot;cerro alegre&quot;, em Valparaíso - Chile.</p></div>
<p>Passando por Viña del Mar vi aquelas placas que havia visto já na internet, avisando sobre as rotas de evacuação em caso de tsunami. O lugar era bonito e com ar sofisticado, sem dúvida devido ao turismo ser ponto principal da região.</p>
<p>Eu iria antes encontrar uma amiga de um amigo do Brasil, um que havia viajado de carona para a Bolívia com a amiga que encontrei em Buenos Aires. Peguei o contato dela, desci em Valparaíso e liguei para ela, que foi me encontrar em um lugar próximo.</p>
<p>Ela e seu namorado, ovolactovegetarianos, deram uma volta à pé comigo, conversamos um pouco, e depois fomos andar pelas colinas repletas de casas em um bairro onde todas as casas eram coloridas e alegres. Um jeito simples de tornar qualquer bairro em um ponto turístico (como La Boca por exemplo, em Buenos Aires).</p>
<p>Tirei várias fotos legais, e depois fomos para a casa deles, onde conversamos, tomei uma sopa que ela fez na hora para nós três, e depois de falar com Zöe e Scott &amp; Xavier e Cara pelo facebook, me despedi e fui encontrar com o pessoal. Achei o lugar e foi muito bom reencontrar todos.</p>
<p>Bebemos, conversamos muito, e curtimos o que era nossa despedida, já que no dia seguinte eu iria de volta para Santiago e tentaria a carona com o caminhoneiro que disse que me levaria de volta talvez até São Paulo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="Anoitecendo em Valparaíso. "><img class="aligncenter" src="http://farm6.staticflickr.com/5307/5593169231_af2369fbed.jpg" alt="" width="500" height="285" /></a></p>
<p><strong>Foi uma noite muito</strong>, muito animada e divertida, e acabei dormindo ilegalmente no albergue onde eles estavam, pois voltamos de madrugada e Zöe e Scott me ajudaram a entrar sorrateiramente no albergue já que o quarto deles tinha mais duas camas vazias. Saí pela manhã no dia seguinte, também sorrateiramente depois de me despedir dos dois, e depois de comprar umas uvas em um mercadinho aberto, fui com uma espécie de táxi coletivo até próximo à casa do Neruda, La Sebastiana.</p>
<p>Tive de esperar ela abrir, pois era domingo de manhã e praticamente nada estava aberto. Fui o primeiro a entrar quando abriu, e fui fazer meu tour, pagando meia já que sei lá porque a mulher no guichê foi com a minha cara. O tour era solo, com uma espécie de telefone com gravações que ia te descrevendo e apresentando cada lugar da casa de vários andares.</p>
<p>Depois dali, peguei um ônibus e parei em uma praia de Viña del Mar, onde finalmente toquei na água do Pacífico. Pretendia entrar um pouco na água, mas pra minha surpresa ela era gelada como se eu estivesse enfiando a mão no congelador. Molhei só a mão e andei um pouco pela praia. Dali fui para o apartamento, arrumei tudo, deixei um bilhete de agradecimento à Sergio, o host, e fui embora de volta para Santiago.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://farm6.staticflickr.com/5301/5593124983_fde51da72a.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Fim de tarde em Valparaíso.</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img src="http://farm6.staticflickr.com/5063/5593814088_981f805bf9.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Vista da janela do escritório/biblioteca da Sebastiana, a casa do Neruda em Valparaíso. Ali, onde a neblina encobre tudo, fica o oceano.</p></div>
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		<title>Uma semana no Chile &#8211; parte 2</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 18:54:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael L. M.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fui para Valparaíso dia 1º de abril, e na verdade fiquei hospedado em Concón, uma cidade também litorânea próxima. Como A região litorânea do Chile era relativamente próxima de Santiago e eu ia ficar apenas alguns poucos dias no Chile, não quis pegar carona para não correr o risco de perder o dia todo na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fui para Valparaíso</strong> dia 1º de abril, e na verdade fiquei hospedado em Concón, uma cidade também litorânea próxima. Como A região litorânea do Chile era relativamente próxima de Santiago e eu ia ficar apenas alguns poucos dias no Chile, não quis pegar carona para não correr o risco de perder o dia todo na estrada.</p>
<p>Tomei um ônibus até uma cidade antes, Quilpué, onde encontraria meu host no trabalho dele, e de lá iríamos para sua casa. O ônibus era confortável, com um filme ainda, e a passagem era a um preço razoável. Fui olhando a paisagem pela janela, mudando a cada curva, rumo ao Pacífico. Estava entusiasmado para vê-lo, afinal, foi por isso que minha viagem teve uma mudança no roteiro lá em Buenos Aires.</p>
<p>Cheguei em Quilpué e procurei o endereço que o host havia me dado, e encontrei o lugar sem muita dificuldade. Era uma loja de elétrica e coisas do tipo, e Sérgio, o host, era muito simpático e gente boa.</p>
<p>Saímos dali mais ou menos meia hora depois que eu havia chegado, e fomos de carro rumo à Concón. No caminho, fomos conversando bastante, e em certo momento ele sugeriu comprarmos umas cervejas e vermos o sol se por nas dunas próximas à Concón. Não hesitei em aceitar. Compramos umas cervejas em um mercado no meio da estrada, um mercado grande e bonito. Aliás, era tudo muito organizado e bonito por ali.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.flickr.com/photos/raphael_lm/5592493572/in/photostream"><img src="http://farm6.staticflickr.com/5106/5592493572_1ce2277fe2.jpg" alt="" width="500" height="262" /></a><p class="wp-caption-text">Longa-exposição de Valparaíso e Viña del Mar - Chile (Clique e veja mais)</p></div>
<p>Em certo momento, enquanto comprávamos as coisas foi engraçado quando o host comentou &#8220;bem, eu sei que isso é uma coisa meio romântica, e não quero que você me entenda errado, só acho que seria legal para você que não conhece aqui-&#8221; e eu completei rindo &#8220;tudo bem, tranquilo, haha&#8221;.</p>
<p><strong>Subimos as dunas</strong>, eu de bota ainda (já que as dunas ficavam no caminho para o apartamento dele, então não parei pra trocar de roupa nem nada), e sentamos no alto de uma duna e tivemos conversas muito agradáveis e interessantes. O sol se pôs, e continuamos um pouco comendo batatas fritas, bebendo cerveja e conversando.</p>
<p>Foi um momento muito agradável, eu ali, depois de tanto tempo, enfim vendo o Pacífico, nome que Fernão de Magalhães deu após sair do Atlântico e entrar pelo estreito que hoje leva seu nome. Ali do alto era possível ver Viña del Mar e Valparaíso, cidades conurbadas e maiores pólos turísticos da região, brilhando na noite que chegava e se espalhava pelo céu.</p>
<p>Na conversa com Sérgio, surgiram idéias que acabariam me influenciando bastante em termos de projetos futuros. Ele contou da sua experiência trabalhando em cruzeiros, dos inúmeros países que conheceu (mais de 10) e de como foi trabalhoso e ao mesmo tempo divertido. A idéia me soou como uma luva para algum momento futuro.</p>
<p>Depois, fomos para sua casa, um apartamento de onde pude ver muito da região ao redor, incluindo o Pacífico. O dia seguinte foi muito divertido, mas isso fica pra outro post.</p>
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		<title>Uma semana no Chile &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 16:14:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael L. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relatos de Viagem]]></category>
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		<description><![CDATA[No dia seguinte à minha chegada no Chile, pelo facebook conversei com um dos casais, e disseram que iam, com o outro casal, visitar uma das casas do Neruda no Chile, e me convidaram. Topei sem pestanejar, e passamos um dia muito divertido. Eu, que pouco conhecia de fato do Neruda, gostei bastante de conhecer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>No dia seguinte</strong> à minha chegada no Chile, pelo facebook conversei com um dos casais, e disseram que iam, com o outro casal, visitar uma das casas do Neruda no Chile, e me convidaram. Topei sem pestanejar, e passamos um dia muito divertido. Eu, que pouco conhecia de fato do Neruda, gostei bastante de conhecer sua vida, seus gostos, e andar pelos cômodos que ele andou.</p>
<p>Haviam alguns brasileiros simpáticos no grupo do tour que demos pela casa do Neruda, e depois batemos um papo rápido, até a hora que eu e o pessoal fomos dar uma volta.</p>
<p>Saímos, andamos, fomos a outro museu (o de Belas Artes), vimos tudo, e não pudemos evitar de deslizar e dançar nos pisos lisos de uma das salas do museu, cena a qual Xavier fotografou, a despeito de isso ser proibido e de estarmos sendo filmados. Mas ok, paramos logo depois e circulamos, hehe.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 241px"><img src="http://farm6.staticflickr.com/5174/5591870119_3f94a83e21_m.jpg" alt="" width="231" height="240" /><p class="wp-caption-text">La Chascona - Casa do Neruda em Santiago</p></div>
<p>Depois, no fim da tarde, fomos beber, cervejas, e paramos numa rua do bairro boêmio de Santiago, Bellavista, e para minha surpresa tinham lá a Brahma, brasileira, numa versão premium e de 1 litro. Ri da situação: eu, brasileiro, indo pro Chile tomar brahma. Mas tudo bem, era gostosa, melhor que a que vendem aqui aliás.</p>
<p>Um brasileiro hippie veio vender pulseiras e cordões, e eu, mesmo já meio alto, identifiquei pelo sotaque no espanhol dele. Pela primeira vez entendi como viam tão rápido que eu era brasileiro, a despeito de tentar falar o pouco que sabia da maneira mais próxima possível do sotaque deles. Com esse hippie eu entendi o nosso sotaque, e vi que de fato, é gritantemente perceptível.</p>
<p>Ainda no bar, outro fato curioso é que colocaram pra tocar, num bar ao lado, Novos Baianos. Logo uma das minhas bandas preferidas. Mais alto ainda, fui até lá despreocupadamente puxar papo com o garçom e perguntar quem escolheu as músicas, ao que ele disse que fora um sujeito na mesa. Notei que haviam alguns poucos brasileiros numa mesa com gente de todo canto, e voltei pra minha mesa.</p>
<p>A noite caiu, e rodamos mais por Santiago. Andamos por outros bairros, lugares bonitos e cheios de restaurantes, que tinham uma luz que me parecia feérica com aquele leve efeito suave e confortável do álcool.</p>
<p>Nos despedimos a certa hora, e prometemos nos ver em Valparaíso, para onde todos eles iriam no dia seguinte. Eu ainda fiquei em Santiago mais um dia, e no dia 1º de abril, fui para Valparaíso, com lugar pra ficar conseguido no Couchsurfing graças à uma brasileira que conheci em Buenos Aires e tinha os contatos.</p>
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		<title>Quase sem-teto em Santiago</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 21:15:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael L. M.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Chile]]></category>
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		<description><![CDATA[No dia seguinte, acordamos, arrumei e deixei tudo pronto para sair quando fosse necessário, e fui com Alejandro até a parte do lugar que parecia um mini shopping. Troquei dinheiro, e fiquei meio surpreso ao ver como a mudança na prática foi brusca: troquei 50 pesos argentinos, e recebi 5000 pesos chilenos. Quem olha assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>No dia seguinte</strong>, acordamos, arrumei e deixei tudo pronto para sair quando fosse necessário, e fui com Alejandro até a parte do lugar que parecia um mini shopping. Troquei dinheiro, e fiquei meio surpreso ao ver como a mudança na prática foi brusca: troquei 50 pesos argentinos, e recebi 5000 pesos chilenos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem olha assim parece muito, mas é exatamente o oposto. Já darei um exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, depois de voltar até o prédio onde deveria regularizar toda a documentação, Alejandro me disse que iria ter que ficar um, talvez mais dias parado, até resolver já que faltava um documento. Me recomendou ir sozinho pra Santiago, e assim o fiz. Perguntei se não haveria problema sair com a mochila, se não perguntariam nada, e ele disse que era só dizer que eu era caminhoneiro, meu caminhão ia ficar ali enquanto aguardava documentos, e eu ia pra casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Meio tenso, já que não sabia que tipo de problema poderia dar, e também porque Alejandro me parecia inocentemente confiante na sua desculpa, fui, e depois da revista padrão na mochila, pude sair. Caminhei até o lado de fora do complexo, atravessei a pista e já ia mais adiante quando ouvi alguém gritando para chamar atenção. Não dizia meu nome, então segui, e a pessoa continuava. Depois vi que era Alejandro, esbaforido, trazendo a caixa dos óculos escuros.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos despedimos novamente, e ele falou que era melhor não ir muito pra frente, e apontou um lugar um pouco pra trás onde seria melhor pra um caminhão me dar carona. Agradeci, e fiquei ali. Uma meia hora depois um caminhoneiro parou pra mim, era um argentino, indo até um lugar perto de Santiago. Conversamos, ouvi aquelas mesmas perguntas, &#8220;mas você não tem medo?&#8221; &#8220;e seus pais, o que dizem?&#8221; e conversamos um pouco mais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ele me deixou num ponto</strong> perto de uma estrada pequena, e disse que era só eu ir até ali e pegar um ônibus para o centro de Santiago. Ele iria continuar na auto-estrada até uma outra cidade. Achei meio bizarra a idéia de uma estradinha daquela, de duas mãos simples, ser uma das entradas da cidade. Só acreditei mesmo depois ede ver várias carretas &#8212; que havíamos ultrapassado no caminho &#8212; entrando ali e fazendo uma curva de 90° mais adiante pra ir rumo a Santiago.</p>
<p style="text-align: justify;">Tentei na cara dura pedir carona no ponto, sabendo que não dariam, mas arrisquei e de fato não deram, rs. Quando peguei o ônibus, que me informei com uma pessoa no ponto qual era (Colina-Santiago, cuja estação final específica em Santiago esqueci), aí que senti a diferença cambial: a passagem, até Santiago (que demorava bem pouco) custou 1000 pesos. Ou seja, um quinto do que tinha no momento em pesos chilenos.</p>
<p style="text-align: justify;">Pra mim, que havia ficado habituado com as passagens baratíssimas da Argentina, achei o preço muito alto. Fiquei com a impressão de que em algum lugar durante o câmbio o dinheiro tinha desaparecido, de tão brusca que foi a mudança.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegando a Santiago enfim, fui pro metrô, comprei uma garrafa de água (assunto aliás que é uma história à parte, que deixarei pro livro), e descobri que o metrô em Santiago funcionava em três valores distintos, de acordo com o horário: Bajo, Valle e Punta (ordem crescente de preço). Tive que perguntar pra saber como funcionava, já que no letreiro só apareciam os nomes, preços, e uma luz no horário do momento.</p>
<p style="text-align: justify;">Tinha o contato de um couchsurfer que a Bia me arrumou, aquela brasileira que conheci em Buenos Aires, e ele tinha dito que me hospedaria, mas dias depois disse que não poderia, e depois voltou novamente atrás. A situação era meio indecisa, mas eu precisava ao menos deixar as coisas em algum lugar e ai poderia procurar um albergue no centro e ir trocar dinheiro, comprar comida, essas coisas.</p>
<div id="attachment_273" class="wp-caption aligncenter" style="width: 567px"><img class="size-full wp-image-273" title="tarifa-metrô-santiago" src="http://viajardecarona.com/wp-content/uploads/2012/01/tarifa-metrô-santiago.jpg" alt="" width="557" height="186" /><p class="wp-caption-text">As tarifas de metrô em Santiago</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fui de metrô</strong> até o apartamento onde ele morava, e ainda consegui usar a internet. Fiz uns pedidos de couch e saí pra trocar dinheiro. Procurei um câmbio bom nas casas de câmbio que encontrei, vi preços de albergue e voltei pro apartamento. Acabou que Sergio, o couchsurfer, pôde me hospedar, e foi bem melhor em termos de grana, já que os albergues são caros como quartos de hotel (com a pequena diferença de não terem cozinha disponível).</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse mesmo dia fui no hotel onde estavam hospedados Scott e Zoë &amp; Xavier e Cara, mas segundo a atendente eles tinham acabado de sair com um homem, que depois soube ser Ruben, um dos espanhóis, que não cheguei a ver pois no dia seguinte foi pro sul do Chile. Mas o dia seguinte é assunto pra outro post.</p>
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		<title>Bienvenido a la República de Chile &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Dec 2011 23:50:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael L. M.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[carona em caminhão]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar da desconfiança no começo, logo eu e o motorista, Alejandro, nos demos bem. Falante e inteligente, fomos conversando durante praticamente todo o trajeto. O único porém de tudo é que ele era extremamente, fervorosamente católico, e até o momento em que nos despedimos citava coisas bíblicas e falava que eu tinha que ler a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Apesar da desconfiança no começo</strong>, logo eu e o motorista, Alejandro, nos demos bem. Falante e inteligente, fomos conversando durante praticamente todo o trajeto.</p>
<p style="text-align: justify;">O único porém de tudo é que ele era extremamente, fervorosamente católico, e até o momento em que nos despedimos citava coisas bíblicas e falava que eu tinha que ler a bíblia. No entanto, surpreendentemente foi o caminhoneiro com quem mais me senti bem em conversar em toda a viagem (bem, ele e o João, o brasileiro-argentino).</p>
<p style="text-align: justify;">Ele foi a única pessoa até hoje que conheci que compartilhava uma expressão que sempre usei relacionada à música clássica. Eu sempre falo que Beethoven é o heavy metal da música clássica, e Alejandro, descobri, usava a mesma expressão &#8212; só que para falar de Wagner.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele tinha aquela fagulha de deslumbramento e admiração pelo mundo que acho essencial a qualquer ser humano, que é o que nos dá o entusiasmo científico e alimenta a curiosidade humana. No caminho Andes acima, eu olhada som assombro e admiração as montanhas, cada vez mais altas e em alguns trechos era possível ver as várias camadas geológicas nas encostas.</p>
<p style="text-align: justify;">Alejandro também gostava de geologia, e astronomia. Quando, depois de um tempo, vimos que tínhamos todos esses pontos em comum, a conversa deixou de ser de um caminhoneiro e alguém que estava de carona e passou a ser de dois amigos. Rimos e conversamos quase todo o trecho. Ele ainda estava juntando dinheiro para ir aos EUA visitar uns parentes e conhecer N.Y. e o Grand Canyon.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><img src="http://farm6.staticflickr.com/5148/5590316851_a66760b0ca_m.jpg" alt="" width="240" height="180" /><p class="wp-caption-text">Entrando no Chile finalmente!</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong> Paramos no meio dos Andes</strong>, em um vilarejo minúsculo chamado &#8220;Las Cuevas&#8221;, &#8220;as covas&#8221;, pois ele tinha que ver algo no caminhão, e aproveitei pra filmar a neve que parecia muito perto em uma montanha próxima, e um pouco das casas daquilo que parecia ser um vilarejo fantasma.</p>
<p style="text-align: justify;">Passamos na alfândega e enquanto ele fazia a burocracia dele, eu fazia a minha dentro de um prédio semelhante a um galpão imenso, onde passavam os carros e ônibus. Ali pela primeira vez, ao ver as atendentes da alfândega, vi que as chilenas eram sem dúvida mais bonitas que as argentinas. Deixei meu papel de entrada na Argentina, ganhei outro do Chile, e voltei pro caminhão.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao passar da alfândega veio a parte mais fantástica da viagem: Caracoles. A estrada que descia os Andes do lado Chileno era feita de 29 curvas seguidas, e a visão era simplesmente fantástica, aquela estrada descendo, rodeada de montanhas imensas num céu de fim de tarde. Eu fiquei extasiado de ver aquilo ao vivo, e não em fotos ou vídeos.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Acho que é a coisa mais bonita que já vi! &#8211; dizia eu, em êxtase.</p>
<p style="text-align: justify;">E continuei:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Não é bem a mais bonita, é a mais, não sei&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Imponente &#8211; completou ele.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; É, isso, sem dúvida a coisa mais imponente que já vi.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://farm6.staticflickr.com/5030/5591833419_727572114d.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong style="text-align: center;">Seguimos viagem, indo para Los Andes</strong>, onde ele teria que parar com o caminhão e esperar a liberação da carga, e a noite caiu enquanto seguíamos viagem. Eu havia ficado um pouco preocupado porque não estava com barraca (eis um erro que não cometerei na próxima viagem) e não estava muito disposto, depois de um dia inteiro de viagem, a sair explorando uma cidade diferente para achar um canto quieto onde dormir.</p>
<p style="text-align: justify;">Acabou que ao chegarmos no lugar onde o caminhão teria de ficar, Alejandro parou do lado de fora pois só caminhoneiros poderiam entrar (havia um grande estacionamento, com banheiros com chuveiros só para os caminhoneiros), e ele falava &#8220;não meu amigo, não vou entrar e deixar você aqui do lado de fora&#8221; e repetia &#8220;meu amigo&#8221; sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">Acabou que um funcionário do lugar veio (estávamos parados bem perto da entrada) e falou que ele não poderia estacionar a noite toda ali e teria que entrar. Ele falou que estava comigo ali e não poderia entrar e o funcionário falou que era só eu me esconder e não deixar que me vissem entrando.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Daí fizemos isso:</strong> eu deitei na cama atrás do banco, ele fechou a cortina da cama e entramos. Depois de estacionar (ele teve uma certa dificuldade, aliás) ele me falou para ir tomar banho, e se alguém perguntasse algo era para eu dizer que meu caminhão estava parado ali e ponto, poucas palavras. Fui, tomei meu banho, voltei pro caminhão e fiz um lanche com os poucos biscoitos Frutigram que me restavam.</p>
<p style="text-align: justify;">Alejandro havia ganhado um pouco de chá preto de outro caminhoneiro e me deu um pouco, e depois daquele dia o lanche foi delicioso.</p>
<p style="text-align: justify;">Seu caminhão tinha, além da cama normal atrás do banco, uma cama dobrável logo acima, em um espaço estreito que sem dúvida não caberia um caminhoneiro levemente acima do peso. Ali eu dormi, agradecendo a gentileza a Alejandro, que antes de dormir ainda conversou um pouco mais e leu uns salmos e outros trechos da bíblia, que eu achei muito bem escolhidos até, falando sobre sabedoria, perseverança, coisas assim, aleatórias, nenhuma moralidade vazia. Eis alguém que eu chamaria facilmente de um bom cristão.</p>
<p style="text-align: justify;">Cansado mas contente, dormi, planejando seguir para Santiago no dia seguinte, com ou sem a carona do meu novo amigo.</p>
<p><object width="560" height="315" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/tQnJanf8m3s?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="560" height="315" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/tQnJanf8m3s?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
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